
A notícia mais comentada, falada e polemizada da atualidade não deve ficar de fora de nossos debates. Principalmente porque o Turismo está intimamente ligado ao problema.
A pandemia foi informada às autoridades brasileiras no dia 24 de abril, segundo José Agenor, Diretor de Portos e Aeroportos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA, e se junta à considerável lista de pandemias na história da humanidade: Peste do Egito (430 a.C.), Peste Negra (1.300), Cólera (início 1816), Gripe Asiática I (1889 a 1890), Gripe Espanhola (1918 a 1919), Gripe Asiática III (2003) e Gripe Aviária (2004). A lista assusta ainda mais quando sabido que são apenas alguns dos exemplos de várias pandemias, algumas, mataram milhões.

O diretor da ANVISA informou ainda que passageiros que chegam nos portos e aeroportos brasileiros vindos dos países com contaminações confirmadas são encaminhados diretamente à hospitais para exames.
Outros países do mundo também agem para tentar conter o eterno vírus gripal mutável. Muitos países já têm programas de pandemias, uns até com máscaras suficientes para toda população (Áustria), outros distribuindo máscaras em todos os vôos que chegam dos países com contaminação comprovada ou suspeita (Espanha e França), os Emirados Árabes Unidos estudam a possibilidade de interromper a importação de produtos feitos de porco nas áreas suspeitas e quase todas as nações do globo isolam e examinam todos os passageiros advindos dos países suspeitos.

No Brasil, já existem suspeitas de pessoas com a gripe suína em Belo Horizonte. Todas recém chegaram de viagens pelo México e Estados Unidos.
Como o turismo, o mercado financeiro é estritamente sensível e responde com o mesmo medo à pandemia: bolsas caem, dólar sobe e investimentos desaparecem. A intuição é de que nos próximos dias as bolsas e o dólar despenquem assim como os resultados das bolsas de todo o mundo, impulsionadas, principalmente, pela queda nas ações das maiores companhias aéreas do mundo que, além de serem americanas, voam várias vezes ao dia para o México.
As ruas da Cidade do México nesta segunda (27/04) amanheceram desertas. Os poucos que tiveram que sair de casa estavam cobertos de medo, além de máscaras.

Na Rússia, agências de viagem afirmaram que cerca de 30% das viagens programadas para o México no começo de maio próximo já foram canceladas.
Na Alemanha, grandes operadores de turismo estão evitando paradas na Cidade do México e cancelando viagens para a capital.
No Japão, a medida foi mais drástica. A maior agência do país, a JTB Corp., suspendeu todos os tours para o México ao menos até o próximo dia 30 de junho.
Até as 22h00 do dia 27/04, os dados da pandemia são:
México: 22 mortes confirmadas e 81 sob suspeita; 1.614 infectados confirmados.
EUA: 20 casos confirmados.
Canadá: 7 casos confirmados.
Espanha: 1 caso confirmado e 17 sob suspeita;
Nova Zelândia: 13 casos sob suspeita;
Reino Unido: 2 casos sob suspeita;
Israel: 2 casos sob suspeita;
Brasil: 3 casos sob suspeita;

"Em 2002 [quando explodiu a Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars)], o tráfego aéreo internacional caiu 14% a 15%, então esperamos algo parecido. E esperamos a recuperação entre o terceiro e o quarto trimestres de 2009", disse Helane Becker, analista de transporte.
Algumas perguntas são repetidas inúmeras vezes entre as pessoas: México, EUA, Canadá e Espanha (e os que estão por vir, inclusive o Brasil) terão seus fluxos turísticos comprometidos até quanto? A atividade turística mundial sofrerá junto com os outros países? Poderá a atividade turística se prejudicar à um ponto crítico?
Porém, gostaria de ir um pouco além das perguntas óbvias e questionar: turismo: vilão ou maior prejudicado?