
No fim de maio, foi divulgado o ranking da International Congress & Conventions Association – ICCA, que lista os países e cidades que mais receberam eventos turísticos itinerantes no mundo.
Os eventos que entram na lista devem ser itinerantes (ou seja passíveis de captação), ter periodicidade fixa (anual, bianual, etc.) e ter no mínimo 50 participantes com 20% de participantes estrangeiros.
O Brasil, que já fora 7º em 2006 com 207 eventos, caiu para a oitava colocação em 2007 com 209 e em 2008 voltou à sétima colocação com 254 eventos, ficando a frente de Japão e Canadá. Estados Unidos, Alemanha, França, Espanha, Reino Unido e Itália completam alista dos 10 mais.
Se tratando de cidades, São Paulo figura como a décima segunda cidade do mundo em abrigar eventos internacionais. O Convention Bureau da capital paulista divulga que a terra da garoa tem um evento a cada 8 minutos.

A Virada Cultural deste ano cujos investimentos estão na ordem de 4,5 milhões de reais, espera-se, como o ano passado, cerca de 300 mil visitantes e 100 milhões em movimentação financeira.
Mas é o Grande Prêmio de Fórmula 1, em Interlagos, que tem a maior movimentação financeira dentre os eventos em São Paulo.

Porém, a Parada Gay de São Paulo é a mais comentada em todo o mundo dos eventos na cidade, como diz a frase nos jornais alemães: “Gay Parade: Millionen Schwule und Lesben feiern friedlich in Brasilien” e na Espanha: “Sao Paulo celebra la mayor Fiesta del Orgullo Gay del mundo”, a parada gay de São Paulo é o maior evento GLBT do mundo.
É o evento com maior número de turistas que a cidade tem, chegando a bagatela de 400 mil diárias consumidas durante o evento, perdendo em movimentação financeira apenas para a Fórmula 1.

Com esse exemplo mundial que a cidade de São Paulo vem se tornando, como podemos absorver esta experiência e tornar uma cidade como a nossa, um destino de eventos? O que tornou a cidade de São Paulo tão atraente para eventos? Quais equipamentos e estruturas necessárias para que esta realidade ocorra?